
A ejaculação retardada é talvez a queixa de saúde sexual mais incompreendida e raramente relatada pelos homens. No entanto, o atraso do orgasmo pode ser bastante problemático e criar a mesma quantidade de sofrimento físico, emocional e de relacionamento que a disfunção erétil e a ejaculação precoce.
O que é?
A ejaculação retardada é definida como o atraso persistente ou recorrente, dificuldade ou ausência de ejaculação, após estímulo sexual suficiente, que causa sofrimento pessoal. Estima-se que até 11% dos homens sofram desse problema.
Causas
O processo de atingir a ejaculação é complexo e envolve várias áreas do corpo, incluindo o cérebro, medula espinhal, nervos periféricos, hormônios e músculos. Embora possa ser útil distinguir entre causas físicas e psicossociais, ambas coexistem.
As possíveis causas físicas incluem:
- Efeitos colaterais de medicamentos (especialmente antidepressivos, medicamentos para pressão arterial e medicamentos para ansiedade);
- Acidente vascular cerebral;
- Esclerose múltipla;
- Lesão pélvica;
- Lesão na medula espinhal;
- Deficiências hormonais, como os baixos níveis de testosterona;
- Diabetes;
- Uso excessivo de álcool ou drogas ilícitas;
Fatores psicológicos podem incluir:
- Depressão;
- Problemas de relacionamento;
- Ansiedade de desempenho;
- Crenças culturais ou religiosas que consideram o sexo um tabu;
- Masturbação excessiva ou “idiossincrática” e dependência de pornografia.
Tratamento
O tratamento da ejaculação retardada geralmente baseia-se na causa do problema. Isso pode significar mudar a medicação, mudar os hábitos de masturbação ou obter ajuda para abuso de álcool ou drogas.
Uma técnica recomendada para alguns pacientes durante o tratamento é usar um ‘vibrador’ ou qualquer dispositivo seguro que possa fornecer intensa estimulação vibratória no pênis. Alguns homens acham que incorporar esse tipo de dispositivo em sua rotina sexual pode ajudá-los a atingir o orgasmo mais facilmente.
Além disso, alguns homens beneficiam-se de medicamentos, como a cabergolina e ocitocina. A cabergolina é um medicamento prescrito para pacientes com hiperprolactinemia, uma condição de produção excessiva do hormônio prolactina pela glândula pituitária. Geralmente é bem tolerado, mas os efeitos colaterais podem incluir náusea, tontura, fadiga, ansiedade e ondas de calor.
A ocitocina é chamada de “hormônio do amor” porque é liberada durante encontros íntimos, inclusive durante o orgasmo. Os possíveis efeitos colaterais incluem náusea e aumento da pressão arterial.

