A Doença de Peyronie é a formação de uma placa de tecido cicatricial (fibrose) na túnica albugínea — a "capa" elástica que reveste os corpos cavernosos do pênis. Onde há placa, a túnica perde elasticidade. Na ereção, o lado saudável estica e o lado com placa não acompanha: o pênis curva para o lado da placa. Dependendo do formato e da posição da placa, em vez de curvatura pode surgir um afinamento em "ampulheta", um degrau, uma dobra ou perda de comprimento.
Não é câncer, não é contagiosa e não é causada por "uso" ou por falta dele. A causa mais aceita é a cicatrização anormal de microtraumas repetidos durante a relação sexual, em homens com predisposição. Há associação com a idade, com cirurgias na próstata, com tabagismo, com diabetes, com a contratura de Dupuytren (fibrose na palma da mão) e com história familiar.
As estimativas de prevalência variam bastante conforme o estudo — de 3% a 13% dos homens adultos — e o pico de aparecimento é entre os 50 e os 60 anos, embora eu atenda pacientes bem mais jovens. Em Brasília, isso significa dezenas de milhares de homens, a maioria sem diagnóstico.