Disfunção erétil em Brasília: entender a causa antes de tratar
A ereção que falha, que oscila, que não sustenta, que funciona sozinho e não funciona com a parceira, que respondia ao comprimido e parou. Cada uma dessas situações tem uma causa — e é a causa, não o sintoma, que define o tratamento. Esta página explica como eu investigo a disfunção erétil, o que cada achado muda no plano e quais recursos existem, do ajuste do comprimido à prótese.
Sou o Dr. Homero Ribeiro, urologista e andrologista em Brasília (CRM-DF 15092 | RQE 13443), com fellowship em Medicina Sexual pelo HC-FMUSP e pós-graduação em Terapia Sexual. Há mais de 10 anos atendo exclusivamente homens com queixas sexuais — e a disfunção erétil é a mais frequente delas.
de consulta, com história clínica e sexual em detalhe
5 causas
investigadas antes de qualquer prescrição
5 pilares
no Protocolo Erectus 360, com retornos programados
10+ anos
atendendo exclusivamente homens com queixas sexuais
Definição
O que é — e o que não é — disfunção erétil
Disfunção erétil é a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação satisfatória. Persistente é a palavra-chave: falhar uma vez, cansado ou depois de beber, não é doença. Falhar de forma repetida ao longo de semanas ou meses, é.
Ela não é a mesma coisa que ejaculação rápida (que é ejaculação precoce), nem que falta de vontade (que é baixa libido) — embora as três possam coexistir e se alimentar. E, ao contrário do que a palavra "impotência" sugere, não é uma sentença: é um sintoma, quase sempre com causa identificável.
Estima-se que cerca de metade dos homens entre 40 e 70 anos tenha algum grau de disfunção erétil, e um em cada quatro homens que procuram ajuda tem menos de 40 anos. Mais importante do que a estatística: a disfunção erétil costuma ser o primeiro sinal de doença vascular, diabetes ou alteração hormonal. Investigar a ereção é investigar a saúde.
Causas
Por que a ereção falha: as cinco causas
A ereção depende de cinco sistemas funcionando ao mesmo tempo. Quando um deles falha, a ereção falha — e cada um se investiga e se trata de um jeito.
01
Vascular.
É a causa mais comum depois dos 40. As artérias do pênis são finas — mais finas que as do coração — e são as primeiras a sofrer com hipertensão, colesterol, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Sinal típico: a ereção vem, mas não fica rígida o suficiente, ou some no meio da relação; a ereção matinal enfraquece. É aqui que o Doppler peniano faz diferença.
02
Hormonal.
Testosterona baixa reduz o desejo e a qualidade da ereção; prolactina alta e alterações da tireoide também interferem. Sinal típico: cansaço, queda de libido, perda de massa muscular junto com a dificuldade de ereção. Se investiga com exames de sangue — e só se trata com reposição quando há deficiência documentada.
03
Neurológica.
Cirurgia de próstata, diabetes de longa data, lesões de coluna, esclerose múltipla e algumas cirurgias pélvicas afetam os nervos que comandam a ereção. Sinal típico: o desejo está preservado, mas o pênis "não recebe o comando".
04
Medicamentosa.
Antidepressivos, ansiolíticos, alguns anti-hipertensivos, medicações para próstata e para queda de cabelo (finasterida), anabolizantes e álcool em excesso são causas frequentes e muitas vezes ignoradas. Sinal típico: a dificuldade começou pouco depois de iniciar um remédio.
05
Psicogênica.
Ansiedade de desempenho, medo de falhar, estresse, depressão, conflito no relacionamento. É a causa mais comum em homens jovens e a mais subestimada nos mais velhos — porque quase toda disfunção erétil de causa física acaba gerando um componente de ansiedade. Sinal típico: a ereção funciona sozinho ou de manhã, mas falha com a parceira; ou funciona com uma pessoa e não com outra.
Na prática, a maioria dos homens tem mais de uma causa ao mesmo tempo — o vascular que gerou a ansiedade, o antidepressivo que se somou à testosterona baixa. Por isso "só ansiedade" e "só circulação" costumam ser diagnósticos incompletos.
Avaliação
Como eu investigo
A investigação é o que separa um tratamento que dá certo de uma sequência de tentativas. O que faço na avaliação:
1
Consulta de uma hora. História clínica e sexual em detalhe: como e quando a falha acontece, se há ereção matinal, como está o desejo, quais medicamentos você usa, o que já foi tentado e como respondeu, como está o sono, o álcool, o peso, a relação. Uso questionários validados (IIEF) para medir o grau e acompanhar a evolução.
2
Exame físico, incluindo avaliação do pênis, dos testículos e sinais de deficiência hormonal.
3
Exames de sangue, feitos no laboratório de sua preferência: glicemia e hemoglobina glicada, perfil lipídico, testosterona total e livre, prolactina, tireoide e, conforme o caso, outros.
4
Teste de ereção fármaco-induzida com ultrassom Doppler, quando indicado — feito por mim, no consultório. Uma medicação aplicada no pênis produz a ereção e o Doppler mede a entrada de sangue pelas artérias e a capacidade de retê-lo. É o exame que diz se a causa é vascular, se o problema é de entrada ou de "vazamento", e se a prótese está no horizonte. Entenda o exame.
Ao fim dessa etapa, eu sei qual é a causa principal, quais são as secundárias, e qual é a gravidade. É isso que orienta o plano — e é isso que geralmente faltou para quem já passou por dois ou três tratamentos sem resultado.
Os tratamentos, do menos ao mais invasivo — e quando cada um entra
Medicamentos orais, usados do jeito certo
Sildenafila, tadalafila, vardenafila. Funcionam bem na maioria dos casos — desde que a indicação e o esquema estejam certos. Sildenafila é sob demanda: 30 a 60 minutos antes, com estômago leve. Tadalafila tem meia-vida longa, o que permite dose diária baixa, sem "hora marcada" — um esquema muito diferente, com efeitos diferentes. Quando o paciente diz "tomei e não senti nada", em geral faltou uma de três coisas: dose adequada, estímulo sexual (o comprimido não cria ereção do nada) ou condições certas (álcool, refeição pesada, ansiedade). Antes de concluir que "não funciona mais", eu reviso o esquema. Se mesmo assim não responde, é sinal de que a causa precisa de outro recurso — não de mais comprimido.
Reposição hormonal
Quando os exames mostram deficiência de testosterona, a reposição — injetável, transdérmica ou por implante — melhora desejo, energia e a resposta aos medicamentos orais. Não é tratamento de disfunção erétil para quem tem testosterona normal, e não é vendida como "solução única". Saiba mais.
Ondas de choque de baixa intensidade
Não é choque elétrico: é energia mecânica de baixa intensidade aplicada em pontos do pênis, em sessões no consultório, para estimular a formação de novos vasos. O alvo não é a ereção de hoje, é a circulação que a sustenta. Faz sentido para o paciente com causa vascular leve a moderada que já usa o comprimido em dose máxima e tem resposta instável. Não é resultado de uma sessão; é um protocolo com número de sessões definido, e nem todo paciente é candidato — a indicação depende do Doppler.
Vacuoterapia
A bomba de vácuo funciona — o erro é usar do jeito errado. Com técnica correta (tempo de uso, anel de constrição por no máximo 30 minutos) é uma opção para quem não pode ou não quer medicação, e é parte importante da reabilitação peniana após cirurgia de próstata, para preservar o tecido enquanto os nervos se recuperam. O treino de uso é feito no consultório.
Injeção intracavernosa (caneta)
Uma medicação vasodilatadora aplicada diretamente no pênis, com uma caneta de aplicação, produz ereção em 5 a 15 minutos, independentemente do comprimido. É o recurso de escolha quando o oral falhou e a prótese ainda não é o caminho — inclusive no pós-prostatectomia. O que ninguém conta antes de aplicar: a dose precisa ser titulada no consultório, o treino é obrigatório, e há regras claras para ereção prolongada. Faço a titulação e o treino pessoalmente.
Fisioterapia pélvica
O assoalho pélvico participa da rigidez e da manutenção da ereção. Em casos selecionados — especialmente ereção que não sustenta, "vazamento venoso" e pós-operatório de próstata — a fisioterapia pélvica, com a equipe com que trabalho, entra no plano.
Terapia sexual
Quando há componente psicogênico — e ele existe em quase todos os casos, como causa ou como consequência — a terapia sexual trata o que o comprimido não alcança: a ansiedade de desempenho, o medo de falhar, a evitação, a dinâmica do casal. Tenho formação em terapia sexual pelo Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP e conduzo essa parte pessoalmente ou com os psicólogos e sexólogos da equipe. Para o homem jovem com disfunção erétil de causa psicogênica, muitas vezes é o tratamento principal.
Prótese peniana
Quando a disfunção erétil é grave e não responde a medicamentos nem à injeção — ou quando há Doença de Peyronie com disfunção erétil —, a prótese peniana é a opção de tratamento de longo prazo, com as maiores taxas de satisfação da literatura. Inflável de três componentes ou maleável, em hospital de referência, com uma conversa franca antes sobre o que muda e o que não muda. Tipos, cirurgia e recuperação.
Do comprimido à prótese, cada recurso tem sua indicação
Programa de acompanhamento
Protocolo Erectus 360
Tudo o que está acima precisa de organização: uma ordem, critérios de indicação, retornos com meta definida e uma equipe. É isso que o Protocolo Erectus 360 é — o programa de acompanhamento que uso na disfunção erétil, estruturado em cinco pilares:
01
Investigação
— consulta de uma hora, exames laboratoriais, teste de ereção com Doppler quando indicado. Nada é prescrito antes de saber a causa.
02
Medicação ajustada
— o esquema oral certo para o seu caso (tipo, dose, sob demanda ou diário), e os recursos seguintes — ondas de choque, vacuoterapia, caneta para ereção — quando o oral não basta, com treino de uso feito no consultório.
03
Hormônios
— avaliação completa e reposição apenas quando há deficiência documentada, com monitoramento.
04
Corpo e hábitos
— peso, sono, atividade física, álcool, controle de diabetes e pressão. Com nutricionista e educador físico quando indicado, porque a disfunção erétil vascular melhora quando a saúde vascular melhora.
05
Mente e relação
— terapia sexual, comigo ou com os psicólogos e sexólogos da equipe, para a ansiedade de desempenho e para o casal.
O protocolo tem retornos programados, com reavaliação por questionário e ajuste do plano. Não é um pacote fechado nem uma promessa: é a forma como eu organizo o tratamento para que ele não vire tentativa e erro.
Três frentes do protocolo, explicadas pelo Dr. Homero: quando a medicação não é suficiente.
Casos específicos
Situações que merecem atenção especial
Disfunção erétil no homem jovem.
Um em cada quatro homens com menos de 40 anos relata o sintoma. A causa mais comum é psicogênica — ansiedade de desempenho, pornografia, primeira relação com nova parceira —, mas não é a única: diabetes, anabolizantes, medicações e alterações hormonais aparecem nessa faixa etária. A regra é a mesma: investigar antes de rotular. Leia mais.
Depois da cirurgia de próstata.
A prostatectomia muda o ponto de partida, não fecha o caminho. Reabilitação peniana precoce — medicação, vácuo, injeção quando indicada — nos primeiros meses faz diferença no resultado a longo prazo, e a prótese continua sendo opção quando a recuperação não vem.
Disfunção erétil e Doença de Peyronie.
Mais de dois terços dos homens com Peyronie têm algum grau de disfunção erétil. Os dois problemas são avaliados juntos, porque a decisão cirúrgica de um depende do outro. Entenda a Doença de Peyronie.
Diabetes e hipertensão.
São as causas vasculares mais frequentes, e a disfunção erétil costuma aparecer anos antes do infarto ou do AVC. Tratar a ereção é uma oportunidade de tratar a doença de base.
Quando buscar uma segunda opinião
Vale procurar outra avaliação quando: você só recebeu aumento de dose como resposta; ninguém investigou a circulação nem os hormônios; tudo foi atribuído à ansiedade sem critério; a reposição hormonal foi apresentada como solução única; ou você está perto de uma decisão definitiva, como a prótese, sem ter entendido as alternativas. Boa parte dos homens que atendo chega assim — e a diferença raramente está em um remédio novo, e sim na investigação que faltou.
Dúvidas frequentes
Perguntas frequentes
Escreva aqui e envie direto para o WhatsApp do consultório.
A mensagem abre pronta no WhatsApp. Nada é enviado sem a sua confirmação.
Disfunção erétil tem cura?+
Tem causa, e a causa tem tratamento. Quando a causa é reversível — medicamento, hormônio, ansiedade, hábito — a ereção volta ao normal em muitos casos. Quando é vascular ou neurológica estabelecida, o tratamento controla o problema e permite vida sexual satisfatória, com recursos que vão do comprimido à prótese. O que não existe é tratamento bom sem diagnóstico.
Tomei o comprimido e não senti nada. Ele não funciona mais?+
Antes de concluir isso, três coisas precisam ser checadas: a dose (muitos usam dose baixa), o estímulo (o comprimido não produz ereção sem excitação) e as condições (álcool, refeição pesada, ansiedade). Corrigido isso, se ainda não responde, é sinal de que a causa precisa de outro recurso — não de mais comprimido.
Posso ter disfunção erétil e ainda assim conseguir às vezes?+
Sim. No começo ela costuma ser intermitente: funciona um dia, falha no outro; vai bem sozinho, falha com a parceira. Justamente por ser variável muita gente adia a avaliação. Esse padrão já merece atenção — muitas vezes é assim que o quadro começa.
Fico com ereção parcial. É vaso ou é cabeça?+
Pode ser os dois ao mesmo tempo, e é aí que mora o erro de quem tenta resolver sozinho. O padrão de quando falha dá a primeira pista (ereção matinal presente? funciona sozinho?), mas não substitui a investigação — o Doppler mostra se há causa vascular, e a história mostra o componente emocional.
Ereção matinal sumiu. Isso quer dizer alguma coisa?+
Sim. As ereções noturnas e matinais são um "teste" natural do sistema vascular e nervoso. Quando desaparecem, aumenta a chance de causa física, e vale investigar — principalmente em quem tem diabetes, hipertensão ou usa medicamentos contínuos.
Testosterona baixa no exame: preciso repor para melhorar a ereção?+
Só se a deficiência for confirmada com critérios clínicos e laboratoriais. Testosterona "no limite" em um exame isolado não é indicação. E, mesmo quando há deficiência, a reposição melhora a resposta ao tratamento — raramente resolve sozinha uma disfunção erétil de causa vascular.
Ondas de choque funcionam?+
Para o paciente certo, sim: causa vascular leve a moderada, resposta instável ao comprimido. É um protocolo de sessões, com efeito que aparece ao longo de semanas, e não substitui a investigação. Não é indicado como "primeiro tratamento para todos".
Depois da prostatectomia ainda dá para tratar a ereção?+
Dá, e quanto antes começar a reabilitação, melhor. Medicação oral, vácuo e, quando indicada, injeção nos primeiros meses ajudam a preservar o tecido enquanto os nervos se recuperam. Se a recuperação não vem, a prótese é uma opção com alta satisfação.
O que é o Protocolo Erectus 360?+
É o programa de acompanhamento que uso na disfunção erétil: investigação, medicação ajustada, hormônios, corpo e hábitos, e mente e relação — com retornos programados e equipe multiprofissional quando necessário. Não é um pacote nem uma promessa; é a forma de organizar o tratamento para que ele não vire tentativa e erro.
Quanto custa o tratamento?+
O valor da consulta é informado no agendamento. O custo do tratamento depende do que a investigação mostrar — um ajuste de medicação custa muito diferente de um protocolo de ondas de choque ou de uma prótese — e é apresentado na clínica, depois da avaliação, com todas as opções. O atendimento é particular, sem convênio.
Quanto tempo leva para ver resultado?+
Depende da causa. Ajustes de medicação e de esquema costumam dar resposta em dias. Reposição hormonal, ondas de choque e terapia sexual, em semanas a meses. A prótese resolve a rigidez de forma definitiva após a recuperação cirúrgica. Em todos os casos, os retornos medem a evolução com questionário.
Minha parceira pode participar?+
Sim, e em muitos casos ajuda. A disfunção erétil afeta o casal, e a parceira ou parceiro costuma ter informações que o próprio paciente não percebe. Na terapia sexual, a participação é frequentemente parte do tratamento.
Triagem clínica, sem rodeios
Vídeos
Padrões, causas e expectativas sobre a disfunção erétil, explicados pelo Dr. Homero.
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SMHN Quadra 02, Bloco B, Salas 111/112 Centro Clínico Cléo Octávio Asa Norte · Brasília/DF · CEP 70710-146
Seg a sex, 09h às 17h · consultas com hora marcada · atendimento particular
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A disfunção erétil tem causa, e a causa tem tratamento. O primeiro passo é uma consulta de uma hora, com hora marcada e sigilo, no Centro Clínico Cléo Octávio, Asa Norte. Atendimento particular.
Conteúdo educativo, elaborado pelo Dr. Homero Ribeiro de Paula Filho — Médico Urologista, CRM-DF 15092 | RQE 13443. Não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer tratamento é individual e definida após avaliação. Última revisão: setembro de 2026.
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