Doença de Peyronie

Tratamentos Conservadores para Doença de Peyronie: Opções Não Cirúrgicas

Dr. Homero Ribeiro, autor dos artigos sobre saúde masculina do blog

Conteúdo assinado pelo Dr. Homero Ribeiro

Urologia e Andrologia · CRM-DF 15092 | RQE 13443

Tratamentos Conservadores para Doença de Peyronie: Opções Não Cirúrgicas

A Doença de Peyronie afeta entre 3% a 9% dos homens adultos. Embora a cirurgia seja uma opção, os tratamentos conservadores são fundamentais, especialmente na fase aguda. “A terapia é mais eficaz quando iniciada precocemente, durante a fase inflamatória”, explica o Dr. Homero Ribeiro, especialista em Brasília.

O que é a Doença?

Caracteriza-se pela formação de placas fibrosas na túnica albugínea do pênis, gerando curvatura ou deformidade. Divide-se em duas fases:

  • Fase Aguda: Inflamatória, com dor e progressão da curva.
  • Fase Crônica: Estabilização da placa e da deformidade.

Sintomas Principais

  • Curvatura visível na ereção
  • Nódulos ou placas palpáveis
  • Dor durante a ereção (fase aguda)
  • Possível encurtamento peniano

Medicamentos Orais

Opções para auxiliar na estabilização inicial:

  • Vitamina E: Propriedades antioxidantes (eficácia limitada).
  • Pentoxifilina: Melhora a circulação e possui ação anti-inflamatória.
  • Colchicina: Útil na fase aguda para redução da dor e inflamação.

Terapias Injetáveis

Aplicação direta na placa para quebrar a fibrose:

  • Verapamil: Bloqueador de canal de cálcio que ajuda a reduzir a fibrose.
  • Colagenase: Único aprovado pelo FDA (Indisponível no Brasil).
  • Interferon: Propriedades antifibróticas para reduzir a placa.

Terapias Físicas e Tecnológicas

Tração Peniana

Dispositivos que promovem o alongamento tecidual, melhorando a curvatura e prevenindo o encurtamento.

Ondas de Choque (ESWT)

Ajuda a quebrar placas calcificadas, melhora a vascularização e reduz significativamente a dor da fase aguda.

Taxas de Sucesso (Fase Aguda)

Os resultados são mais expressivos nos primeiros 18 meses:

  • Ondas de Choque: 60-80% de redução da dor.
  • Tração Peniana: 20-50% de melhora na curva.
  • Injeções: Redução média de 17° na angulação.

Indicações do Tratamento

  • Curvatura leve a moderada (< 60°)
  • Dor ativa durante a ereção
  • Pacientes que desejam evitar cirurgia
  • Terapia adjuvante pré ou pós-cirúrgica

Quando a Cirurgia se torna Necessária?

A cirurgia é considerada em casos de falha do tratamento conservador após 6-12 meses, curvaturas severas (> 60°), deformidades tipo “ampulheta” ou quando a penetração torna-se impossível.

Sobre o Especialista

Dr. Homero Ribeiro de Paula Filho (CRM-DF 15092 | RQE 13443). Especialista em Andrologia (HC-FMUSP) com mais de uma década de experiência dedicada exclusivamente ao tratamento da Doença de Peyronie em Brasília.

(61) 99384-6628 | (61) 3554-8797 Asa Norte, Brasília-DF

Disclaimer: Estas informações têm caráter educativo e não substituem uma consulta médica. Procure orientação de um profissional qualificado.

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