Ejaculação precoce

Devo tomar um medicamento para tratar minha ejaculação precoce?

Dr. Homero Ribeiro, autor dos artigos sobre saúde masculina do blog

Conteúdo assinado pelo Dr. Homero Ribeiro

Urologia e Andrologia · CRM-DF 15092 | RQE 13443

Devo tomar um medicamento para tratar minha ejaculação precoce?

A ejaculação precoce (EP), segundo a International Society for Sexual Medicine (ISSM), consiste em uma condição em que o homem possui dificuldades em retardar a ejaculação. Os indivíduos com esse caso podem ejacular dentro de 1 minuto após a penetração vaginal (no caso de EP vitalícia) ou em 3 minutos (no caso de EP adquirida), o que gera frustração, angústia ou evasão da intimidade sexual.

Essa condição pode ter um impacto profundo na vida de um homem, sendo associada à baixa autoestima, problemas de saúde mental, problemas interpessoais e de intimidade, diminuição do funcionamento e satisfação sexual, e diminuição da qualidade de vida.

Os tratamentos atuais incluem terapia farmacológica, terapia tópica, intervenções psicossociais (intervenções comportamentais, terapia cognitivo-comportamental, hipnose e intervenções baseadas em atenção plena) e tratamentos de medicina alternativa e complementar (como tratamentos com ervas, ioga e atividade física), com uso e eficácia variados.

As comparações diretas de terapia comportamental e tratamento medicamentoso apresentou resultados mistos, principalmente favorecendo o tratamento medicamentoso ou não mostrando diferença significativa entre as duas formas.

Os primeiros estudos sobre drogas específicas para ejaculação precoce começaram nos anos 80, na observação que alguns pacientes em uso de antidepressivos reclamaram de um atraso na ejaculação.

Atualmente os medicamentos disponíveis são: inibidor seletivo da recaptação da serotonina (Paroxetina, Citalopram, Sertralina, Fluoxetina e Dapoxetina), antidepressivo alicíclico (Clomipramina), drogas para disfunção erétil (Sildenafil, Tadalafila) e analgésicos opióides (Tramadol).

Cada droga mostra um aumento diferente no tempo de latência ejaculatória intravaginal. Por exemplo, a Dapoxetina mostra um aumento de 2,5 a 3 vezes quando tomada de uma a três horas antes do sexo. Já o uso diário de Paroxetina mostra um aumento de 8,8 vezes.

A eficácia do tratamento com medicamentos  varia de acordo com a pessoa, assim como seus  efeitos colaterais. Portanto, é muito importante que os homens com essa preocupação sejam encorajados a consultar um médico especialista para discutir possíveis alternativas de tratamento, seus efeitos colaterais e seus benefícios.

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