
A doença de Peyronie apresenta um curso em que alguns homens podem melhorar sua curvatura espontaneamente, e outro na qual boa parte dos homens irão progredir ou estabilizar ao longo dos primeiros 12 meses.
Após esse período, havendo uma incapacidade persistente e completa para alcançar a penetração devido à magnitude da curvatura peniana ou disfunção erétil, com prejuízo na vida sexual do casal, esse homem pode ser candidato ao tratamento cirúrgico de correção da curvatura.
A cirurgia escolhida é baseada em uma série de critérios que incluem:
- função erétil pré-operatória,
- comprimento erétil pré-operatório,
- magnitude e complexidade da curvatura e
- expectativas e objetivos do paciente e da parceira.
Existem 3 tipos principais de operações para a doença de Peyronie: plicatura, colocação de enxerto e implante de prótese peniana.
A plicatura envolve a realização de uma dobra do lado oposto à curvatura, encurtando assim o lado longo do pênis. Suas vantagens incluem simplicidade, excelente preservação da capacidade de ereção pré-operatória e alta satisfação do paciente. As desvantagens incluem a perda do comprimento peniano, que na literatura médica é relatado como ocorrendo em 46-100% dos pacientes.
Os pacientes considerados excelentes candidatos para o procedimento de plicatura incluem aqueles com amplo comprimento peniano que apresentam curvatura simples sem qualquer deformidade associada (efeitos de cintura, dobradiça e ampulheta).
O homem deve ser informado de todas as possibilidades de tratamento, seus efeitos adversos e se sentir seguro e confiante com a escolha do tratamento. Daí a importância de uma avaliação com um urologista especializado nessa área.

